O MP-MS (Ministério Público Estadual) publicou nesta terça-feira (10) uma recomendação para que a Prefeitura de Aparecida do Taboado suspenda todo o concurso público n. 001/2018, que foi alvo de Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na semana passada.

O concurso foi investigado após denúncia de que servidores, ex-servidores e até um secretário municipal teriam sido favorecidos com a obtenção dos gabaritos das provas para Procurador Jurídico do Município, cargo com salário de R$ 4,5 mil.

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Por conta das denúncias, a juíza Kelly Duarte, da 2ª Vara de Aparecida do Taboado, determinou no último dia 20 de junho que fossem suspensas as provas para o cargo de Procurador Jurídico, dois dias antes dos testes.

As provas dos outros cargos continuavam valendo. Porém, em razão das denúncias, o Gaeco deflagrou na última terça-feira (3) a Operação Back Door, com o objetivo de interceptar os favorecidos no certame.

Foram expedidos mandados de busca e apreensão em Aparecida do Taboado e em Campo Grande, além de ummandado de prisão temporária contra o secretário Municipal de Administração, Kaiser Carlos Correa.

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Na recomendação desta terça-feira (10), o promotor de Justiça Oscar de Almeida Bessa Filho pede que o prefeito de Aparecida do Taboado, José Robson Samara de Almeida, suspenda o concurso pelo prazo de 90 dias.

O promotor deu cinco dias para que a Prefeitura informe se irá acatar a decisão. Em caso de não cumprimento da recomendação, o órgão informa que pode adotar as “medidas legais e necessárias”, inclusive ajuizando ação civil pública.

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