Equipe da Polícia Civil está a caminho do presídio feminino em Três Lagoas, na região leste do estado, para novo depoimento com a mulher de 45 anos, suspeita de ocultar o cadáver da mãe por 22 dias. Além de alegar ao vizinho que um possível mau cheiro era por conta de uma ratazana encontrada morta, ela também disse à polícia que não queria passar por velório e por isto fez o enterro em casa.

"Ela deu estas primeiras alegações e agora estamos indo ao presídio para fazer uma nova oitiva. A intenção é pegar alguma declaração ou até mesmo descobrir alguma novidade. Antes, o inquérito estava com o SIG [Serviço de Investigações Gerais] e agora está conosco, temos o prazo para concluir até amanhã e vamos fazer estas últimas diligências", afirmou o delegado Marcílio Ferreira Leite, responsável pelas investigações.

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Conforme o delegado, a última confissão foi a de que ela disse não ter condições de fazer o velório e, por isto, fez uma cova rasa na própria casa, colocando o corpo da idosa enrolado em lençol, com terra e algumas caixas de papelão por cima. "A nossa ideia é fazer o exame de sanidade, porque ainda nos causa estranheza esta situação. Além disto, não há indícios, até o momento, de alguma outra pessoa tenha ajudado no crime", explicou o delegado.

No dia 3 de outubro, a investigação descobriu que, na data da morte da idosa, a filha entrou em contato com a neta da vítima, que mora no interior de São Paulo. "Esta jovem veio até Três Lagoas e prestou depoimento. Ela comentou que a mãe ligou falando que a avó estava internada em Barretos, lá tomou um medicamento e morreu, sendo que não houve velório e o corpo foi enterrado lá mesmo", comentou Freitas.

Contradições

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Já na cidade de Três Lagoas, para amigas da idosa, a filha teria dito que a neta é que veio para Três Lagoas fazer o reconhecimento do corpo, sendo que também não houve velório. "Nós temos este depoimento da neta da vítima e também conversas telefônicas com estas amigas, apontando estas contradições", ressaltou o delegado.

Sobre a motivação do crime, a polícia aponta algumas hipóteses. "O corpo está bem decomposto e precisamos aguardar o laudo pericial, que demora alguns dias e ainda não está pronto. E também fica díficil apontar algo, porém nós acreditamos que ocorreu alguma agressão física ou então excesso em algum medicamento, por isso ela teria deixado o corpo na casa. Além da ocultação, ela pode ainda responder por homicídio e maus-tratos", avaliou Ailton.

Entenda o caso

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva da mulher ao achar o corpo já em avançado estado de putrefação, em Três Lagoas, a 313 km de Campo Grande. Uma denúncia de maus-tratos, do Ministério Público Estadual (MPE-MS) é que levou uma equipe ao local. Após negar no início, a mulher acabou confessando o crime.

"Nós chegamos no local e ela comentou que cuidava da mãe, uma senhora de 76 anos. No entanto, ela tinha sumido e a filha não sabia do paradeiro. No início mentiu, porém, nós continuamos o interrogatório e ela então confessou o crime, mostrando o local onde colocou o corpo da vítima. Em seguida, nós acionamos a perícia e o Corpo de Bombeiros", disse na ocasião o delegado.

As equipes então seguiram até a rua Projetada, por volta das 19h (de MS), do dia 22 de outubro. No outro dia, a suspeita foi indiciada e encaminhada para o presídio da cidade.

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