Uma mulher é suspeita de matar o marido com uma facada na perna, após reagir a uma tentativa de enforcamento na madrugada deste domingo (14), na Vila Moreninha II, na região sudeste de Campo Grande. A agressão que levou ao homicídio foi presenciada pela filha do casal, de apenas seis anos de idade, que fugiu do local para pedir socorro para a mãe.

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Segundo o registro da polícia, o homem, de 35 anos, chegou em casa por volta das 2h20. Ele estaria embriagado e começou a discutir com a mulher, que tem 34 anos. Logo em seguida, passou a agredi-la com socos e segurou seu pescoço, tentando enforcá-la.

A mulher relatou então a polícia, que para reagir a agressão, pegou uma faca que estava próxima a pia da cozinha e atingiu o marido na perna esquerda. Vendo a gravidade do ferimento, ela mesma ligou para a Polícia Militar pelo 190 e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no 192, para socorrê-lo.

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A filha do casal presenciou a mãe sendo enforcada e saiu de casa para pedir ajuda a uma vizinha. Quando essa vizinha chegou ao local, conforme o registro policial, encontrou a mulher em estado de choque, ainda com a faca na mão e o homem caído, mas ainda consciente.

A vizinha tirou a faca das mãos da mulher e após conversar brevemente com o homem ferido voltou para sua casa, para ficar com a filha do casal.

A mulher permaneceu no local, aguardando a PM e o SAMU. O homem não resistiu a gravidade do ferimento e morreu no local.

Aos policiais militares a suspeita disse que sua “intenção não era matar” o companheiro e sim se defender da agressão. A faca usada no crime foi encontrada em cima de um tanque na área externa do imóvel.

A mulher foi conduzida para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, onde prestou esclarecimento e foi liberada para responder ao inquérito de lesão corporal seguida de morte em liberdade.

No entendimento do delegado José Roberto de Oliveira Júnior, esse foi um caso de violência doméstica contra a mulher, que em legítima defesa, reagiu com a agressão ao homem.

A vizinha que foi até o local para socorrer a mulher da violência doméstica, disse depois que as agressões do homem a companheira eram frequentes.

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