A Polícia Civil de Mineiros, cidade goiana na divisa com Mato Grosso do Sul, pediu à Justiça a prisão da sul-mato-grossense Jaqueline Garcia Vieira, acusada de matar a própria filha, de 1 ano e 2 meses. O crime que chocou a região teve uma reviravolta, já que o padrasto da pequena Emanuele, o também sul-mato-grossense Gabriel Felizardo, havia assumido a autoria do assassinato. Porém, após ser preso, mudou a versão e culpou a companheira, que em depoimento confessou.

O crime ocorreu na cidade de Santa Rita do Araguaia, cidade vizinha a Mineiros e que está sob jurisdição desta, onde o casal, que é de Costa Rica vivia e em 19 de abril deste ano. Gabriel havia confessado o crime e alegado estar alcoolizado. Durante as investigações, foi apontado que ele se irritou com o choro da menina ao chegar bêbado em casa, espancando-a. Depois, ele teria dito à mãe que ela caiu da cama.

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Emanuele foi socorrida gravemente ferida e encaminhada para Rondonópolis (MT), mas não resistiu aos ferimentos. Gabriel, que naquele momento confessou o crime, foi preso e indiciado por tortura qualificada contra criança e feminicídio. Porém, as autoridades goianas deram continuidade à investigação e, em novo depoimento, o padrasto da menina acusou a mãe. Confrontada, Jaqueline acabou confessando.

“Em meio às investigações ficou comprovado e determinamos o indiciamento dela por homicídio qualificado, por motivo torpe e com impedimento de defesa da vítima”, declarou o delegado Marcos Guerini. Os fatos foram descobertos na manhã de segunda-feira (29) e, na tarde desta terça, ele apresentaria à Justiça o pedido de indiciamento da mulher –que não foi presa. “Inicialmente o Gabriel confessou o crime para livrar a mulher”, prosseguiu. Ele acreditava que a companheira estava grávida.

Gabriel também será indiciado, pelo crime de autoacusação falsa. Os motivos das agressões de Jaqueline contra a filha ainda não foram divulgados. A mãe agrediu a criança batendo a cabeça dela por duas vezes contra a parede, primeiro no quarto da criança e, depois, no do casal, quando apenas as duas estavam na cama. A repetição da lesões teria causado fratura crânio-encefálica, levando à morte da criança.

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Fonte www.campograndenews.com.br

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