Em entrevista feita por telefone à Rádio Educação FM UCDB de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (26/10), o ex-assessor do juiz federal aposentado e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira (PDT), Jedeão de Oliveira, disse que, se sumiu dinheiro da 3ª Vara Federal de Campo Grande, a qual atuava, era impossível o desconhecimento por parte do magistrado. 

Jedeão é alvo de ação cobrando R$ 10,6 milhões de um suposto desvio de dinheiro. 

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“Olha só, eles falam que sumiu dos cofres da 3ª Vara, R$ 11 milhões. Eles citam que esses sumiços são desde o início. Eu fiz até uma conta que daria R$ 500 mil, por ano, e R$ 40 mil, por mês. Mas o interessante que toda vara federal é auditada todos os anos. Por quem? Através de inspeção geral ordinária no 1º semestre no ano, pelo juiz da vara", disse, segundo o Campo Grande News.

Em seguida continua. "Então como estava sumindo e o juiz da vara não constatou?”, questiona.

Jedeão, que se diz primo de Odilon, foi funcionário de confiança de Odilon por mais de 20 anos e continua negando o desvio de dinheiro da 3ª Vara da Justiça Federal. 

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O ex-servidor público federal pontuou, ainda, que toda a entrada de dinheiro é documentada e que todo o controle está dentro de processos.

“A partir do momento que eu saí, a vara foi tomada por equipe do Odilon. Foi encontrado na minha mesa, esse tipo de documento de termo de apreensão de dinheiro, como se eu tivesse arrancado de dentro de um processo. Não era algo que foi feito aquela semana. Era coisa que estava sendo sumida, segundo a descrição deles, deste a década de 90. É esse tipo de prova que tem no processo contra a minha pessoa”, ressaltou na entrevista.

Ainda em entrevista realizada nesta sexta, Jedeão justificou que aguardou momento estratégico para a própria defesa. Ele afirma ter criado um documento público no início do ano com toda a denúncia, para ser inserido no processo. 

Em julho, ele registrou em cartório um documento em que chega a acusar Odilon de venda de sentenças. Também propôs delação premiada, que não foi acatada pelo MPF (Ministério Público Federal). No entanto, uma investigação sobre tudo que disse foi aberta pela Polícia Federal, a pedido da procuradoria. O inquérito para investigar Odilon está em curso.

Os processos sobre o assunto correm em sigilo.

A assessoria de Odilon de Oliveira foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre a entrevista ao site da Capital. O candidato tem dito reiteradamente que não tem envolvimento com o sumiço dos valores e que, assim que detectou, adotou medidas para investigar os fatos.

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