Três policiais bolivianos encarregados da segurança em uma prisão do município de Rurrenabaque, departamento de Beni, na Bolívia, foram suspensos por supostos estupros contra a presidiária brasileira de 21 anos, Eva C. A.

Segundo o Ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero:

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“Estamos utilizando todos os mecanismos possíveis para resolver o caso da brasileira. Se de fato houve a participação da polícia nos estupros, os responsáveis serão dispensados ​​e serão enviados para as autoridades jurisdicionais”.

Conforme denúncia da vítima, Eva sofreu repetidos estupros cometidos pelos policiais uniformizados dentro de sua cela. Em um vídeo divulgado amplamente nas redes sociais bolivianas, Eva narra o assédio que sofreu durante vários meses enquanto ela estava detida na prisão.

A este respeito, o ministro Carlos Romero declarou que o Ministério Público da Bolívia já está realizando os procedimentos necessários para apurar o caso, bem como está realizando a avaliação psicológica e forense da vítima.

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Além disso, foram ordenadas as medidas de proteção necessárias à brasileira após o processo de identificação dos supostos estupradores.

O Ministério Público boliviano solicitou que a autoridade jurisdicional levasse o caso ao consulado do Brasil na Bolívia, por Eva ser cidadã desta nacionalidade.

O senador da sigla Unidade Democrática, Yerko Nuñez, divulgou o vídeo do depoimento de Eva e enviou-o com notas de protesto ao Ministério do Governo, ao Ministério Público e à Embaixada do Brasil, solicitando uma investigação completa sobre o caso. Segundo Núñez, a brasileira informou que eles até a ameaçaram com uma arma para forçá-la a se submeter ao estupro.

A jovem passou um ano e três meses na cadeia, acusada do suposto roubo de 15 mil bolivianos, que já foram devolvidos, além de tentar fugir da prisão.

A mulher tem uma sentença executiva de três anos de prisão em regime fechado, porém o senador Yerko Nuñez afirma que o Ministério Público alega não ter conhecimento desta sentença.

“Isso merece uma investigação completa. Isso é sério, estamos falando da violação dos direitos de um cidadão estrangeiro, especialmente de uma mulher, e isso nos preocupa bastante “, afirmou o senador.

O caso

Eva C. A, uma brasileira de 21 anos, foi condenada a três anos de prisão na Bolívia, sem a assistência de um advogado de defesa. Além disso, Eva estaria sendo vítima de constantes estupros por soldados responsáveis ​​pela guarda da prisão em Rurrenabaque, Departamento de Beni, onde ela está sendo mantida há mais de um ano.

Conforme testemunho da vítima: “Eu engravidei uma vez, e eles me deram (pílulas) para abortar”, disse a brasileira ainda identificando sete homens uniformizados que constantemente a atormentavam, chegando de apontar uma arma de fogo para a brasileira enquanto era estuprada.

Nunez disse que a brasileira foi acusada de roubo e que, apesar de ter devolvido o dinheiro, foi condenada a três anos de prisão sem a assistência de um advogado, o que violava seus direitos previstos na lei boliviana.

“Ela tem 21 anos e não tem documentos. A senhorita Eva C. A. não tem contato com sua família, não possui defesa pública. O próprio promotor responsável reconhece que a condenação não está sendo justa, porém fala-se nos corredores que ela permanecerá por três anos, sendo que em um ano de prisão ela já sofreu estupro “, explicou em uma conferência de imprensa.

O legislador reuniu-se com o promotor da região, Orlando Aramayo. “Ele reconhece que esta jovem não teve uma defesa pública, isto é, ela foi condenada sem defesa pública e eles a mantêm presa em Rurrenabaque”.

A carta foi enviada ao embaixador brasileiro, Enrique Diaz Octavio Garcia Cortes, juntamente com um vídeo que registra o depoimento da vítima para que o Governo brasileiro tome medidas sobre o assunto e assuma a defesa de sua cidadã.

Núñez explicou que os carcereiros, do capitão ao último sargento, forçaram a jovem a tomar pílulas abortivas “porque estava grávida”.

“Ela foi detida por mais de um ano na prisão, não teve defesa pública e alega violação de seus direitos, estupro em sua cela durante a noite”, finaliza.

Até o presente momento, nenhuma autoridade brasileira se manifestou sobre o caso.

Veja o vídeo:

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