Com nove votos dos dez vereadores presentes na Casa, o ex-prefeito Carlos Ruso teve o mandato cassado em julgamento na Câmara Municipal de Ladário, na manhã desta segunda-feira (31).

Com a decisão, foi decretada extinção e perda do mandato de Ruso pelo juiz eleitoral, Maurício Miglioranzi. O juíz deu o prazo de cinco dias para que as providências sejam tomadas.

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Carlos Ruso permanece preso em Campo Grande, junto com os outros ex-vereadores Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), envolvidos no escândalo do “mensalinho”. Somente a vereadora Lilia Maria de Moraes (MDB), teve prisão domiciliar aceita.

Todos os envolvidos no esquema correm risco de perda de mandato.

O caso

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Em Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que investigou o esquema conhecido como “mensalinho”, o prefeito de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedrozo (PSDB), o secretário municipal de educação, Helder Naulle Paes, e os vereadores, Vagner Goncalves, Agnaldo dos Santos Silva Junior, Andre Franco Caffaro, Augusto de Campos, Lilia Maria Villalva de Moraes, Paulo Rogério Feliciano Barbosa, Osvalmir Nunes da Silva foram presos em 26 de novembro de 2018.

De acordo com o Ministério Público, o prefeito pagava um “mensalinho” de cerca de R$3 mil para os 7 vereadores, que tinham o direito de indicar pessoas para ocupar cargos na administração pública.

Em troca, os vereadores votavam a favor de projetos do executivo. Segundo o MP eles teriam até mesmo barrado uma CPI para averiguar supostas irregularidades na saúde do município. O secretário de educação, que acumulava a pasta da administração, nomeava e lotava pessoas indicadas pelos vereadores em escolas da cidade.

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