As altas temperaturas de Corumbá, sobretudo na estação do verão, levam muitos cidadãos a se dirigirem ao Porto Geral da cidade para se banhar no local conhecido como "prainha". Mas o que poderia ser uma diversão saudável, tornou-se uma das maiores causas de afogamentos em Corumbá: a utilização do Rio Paraguai como local de banho-livre. 

Nesta semana, João Vitor Taceo Gonçalves (15) morreu afogado quando nadava em direção ao meio do rio Paraguai, próximo à uma tubulação existente na região. Outros dois rapazes ainda tentaram ajudá-lo, mas a vítima acabou submergindo e desapareceu, sendo encontrado após uma hora e meia de trabalho de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, localizado a 20 metros da margem e a 10 metros de profundidade.

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Segundo o sargento André Marti, do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Corumbá, a "prainha do Porto Geral não é local apropriado para banhistas", com risco eminente de afogamentos logo que não há salva-vidas na região e a área fica ao lado de tubulação de esgoto, causando fluxos de pressão que inibem o nado seguro. 

Com relação a Prainha do Porto Geral, ali é uma área portuária, exclusivo para atividade náutica e trânsito de embarcações. Além disso, a área fica ao lado de uma tubulação de esgoto que inviabiliza ainda mais a balneabilidade.

Sargento André MartI, 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros

Em 2015, a gestão anterior da Prefeitura Municipal de Corumbá criou uma comissão para debater critérios para utilização da orla portuária, que em tese, garantiria a segurança às pessoas que frequentam o local, principalmente aos banhistas que utilizam a área conhecida como prainha do Porto Geral. Na época, a Prefeitura alegou que traçaria um projeto para fazer com que a prainha fosse utilizada somente pelos banhistas, sendo vedada a circulação de veículos no local, inclusive para descarregar produtos e embarcações.

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Todavia, o projeto não foi adiante, mas o incentivo a utilização de banhistas no local da prainha, ao que tudo indica, permaneceu no senso popular.

ALERTA

O Corpo de Bombeiros de Corumbá alerta que não existe uma área apropriada para banho no Rio Paraguai.

Por ser um rio de Planície, o Rio Paraguai apresenta muita instabilidade e profundidade que em muitos lugares passam dos 10 metros. A recomendação é que os banhistas procurem balneários ou clubes onde existam guarda-vidas e evitem se banhar no rio.

Sargento André Marti

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