Os nove políticos de Ladário presos em novembro, suspeitos de participarem de crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, ainda não têm data para deixarem a prisão, em Campo Grande. Os sete vereadores, o prefeito e o ex-secretário de Educação estão no Centro de Triagem do Jardim Noroeste, na Capital, desde o dia 26 de novembro, há 61 dias. A vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) está no presídio Irmã Irma Zorzi, no Bairro Coronel Antonino.

No dia 30 de novembro do ano passado, a defesa do prefeito Carlos Anibal Ruso Pedrozo (PSDB) entrou com pedido de agravo interno, solicitando a liberdade do prefeito sob alegação de que ele é réu primário, possui residência fixa, família constituída e nunca teve nenhum outro problema com o Poder Judiciário. Ainda segundo a defesa, ele é idoso (60 anos) e tem problemas de saúde, pois sofre de diverticulite aguda – antes de ser preso, foi internado às pressas para tratamento.

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Com relação ao caso do ex-secretário de Educação Helder dos Santos Botelho, que também entrou com pedido de agravo interno, os advogados solicitaram medida cautelar substituindo a prisão, pois ele não ocupa mais o cargo de secretário. Eles alegaram que nenhuma das gravações feitas envolve o ex-secretário. O desembargador Emerson Cafure decidiu não receber os dois agravos, mantendo ambos presos.

Além deles, o vereador André Franco Caffaro (PPS) solicitou à Justiça que a prisão seja revertida em medidas cautelares, entre elas, colocação de tornozeleira eletrônica. O pedido de liberdade também foi negado.

O vereador Vagner Gonçalves (PPS) foi o único que teve pedido atendido pelo desembargador, relator do caso. A defesa dele entrou com solicitação de transferência para cela especial, no dia 13 de dezembro, e o desembargador autorizou. Ele está preso no Centro de Triagem do Jardim Noroeste. Antes, estava no Presídio de Trânsito de Campo Grande.

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Mensalinho

Os suspeitos são investigados por crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva. O esquema chamado de mensalinho, estava sendo investigado há pelo menos um ano. O que foi apurado até agora, é que o prefeito Ruso pagava aos vereadores entre R$ 1,5 mil até R$ 3,5 mil em dinheiro vivo, mensalmente, para que os políticos não denunciassem as “falhas” que o chefe do Executivo municipal, cometia.

Os setes vereadores presos são os seguintes: Vagner Gonçalves (PPS) e 2º secretário, Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) e 2º vice-presidente, Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB).

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