Nesta semana, o Sindicado Municipal dos Trabalhadores de Educação em Corumbá (SIMTED) divulgou uma carta aberta aos pais e à comunidade em geral, a respeito da decisão da categoria pela greve geral que ocorreria a partir desta sexta-feira (18).

No documento, o Sindicato acusou a Prefeitura Municipal de Corumbá de desrespeito com a categoria, no que tange ao reajuste salarial de 7,64%, conforme a Lei Federal do Piso 11.738 de 16/07/2008. Ainda segundo a carta, ficara acordado com o ex-prefeito Ruiter Cunha, em reunião ocorrida em maio de 2007, que os profissionais receberiam esse reajuste como abono salarial parcelado. Porém, com o falecimento do mesmo, a questão ficara suspensa. 

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Ata da reunião realizada no dia 09 de maio com o Simted / Imagem: Prefeitura Municipal de Corumbá

Na tarde de ontem (16), a Prefeitura Municipal de Corumbá, através da Rede Municipal de Educação, se pronunciou acerca do documento em sua página oficial, o qual considera injusto e contraditório. Segundo o Município, em momento algum foram encerradas as negociações com a classe e, ainda, que o Sindicato concordara, em reunião realizada no dia 09 de maio, de aguardar o prazo para apresentação de proposta que, conforme ata assinada pelo Simted, se encerraria apenas no dia 16 de junho.

Posicionamento do SIMTED

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Em conversa com este Correio, a presidente do Simted em Corumbá, professora Raquel do Prado, desaprovou a declaração da Prefeitura e afirmou que a greve é legítima. Segundo a presidente, a Prefeitura em nenhum momento declarou que iriam desenvolver alguma proposta para o reajuste salarial até a data de 16 de junho. O que teria ficado acordado e registrado em ata, segundo Raquel, era que a Prefeitura iria, até a citada data, rever seu quadro de funcionários comissionados e desinchar o número de cada secretaria, diminuindo, deste modo, os gastos da receita municipal. 

Como alegaram que o município não possuía recursos para prover o reajuste salarial, nós questionamos o grande número de comissionados nas secretarias municipais. Deste modo, ficou acordado em ata que a Prefeitura iria, até 16 de maio, cortar funcionários a fim de diminuir seus gastos. Mas em nenhum momento foi dito que a Prefeitura elaboraria uma proposta de reajuste salarial. Como não tivemos mais retorno acerca do assunto, decidimos pela greve geral que é, sim, legítima e prevista como um direito de nossa categoria.

Raquel do Prado, presidente do Simted

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