A Justiça do Rio de Janeiro determinou a transferência de Jhonathan Sentinelli Ramos, de 23 anos, para o presídio federal de Campo Grande. O jovem é suspeito de ligação com terroristas do Estado Islâmico e de recrutar novos membros para o grupo. Ele cumpria pena por homicídio e se comunicava por celular de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio.

De acordo com informações do Jornal Estadão, Jhonathan foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) junto com outros 11 brasileiro. Para o MPF, houve tentativa do grupo criminoso de recrutar jihadistas para se juntar a terroristas na Síria, discussões sobre atentados no Brasil e planos de formar uma célula nacional do EI.

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Investigações que começaram em 2016 pela polícia espanhola concluiu que número de telefones brasileiros estavam em grupos de WhatsApp que promoviam o Estado Islâmico. Alguns dos grupos tinham mais de 200 participantes. Todo o conteúdo foi captado pela Polícia Federal.

Em depoimentos à polícia, alguns dos envolvidos disseram que se comunicavam com simpatizantes e membros de organizações terroristas em países como Síria, Turquia, Líbia, Afeganistão e Estados Unidos.

A denúncia é resultado da Operação Átila, da PF, que correu em sigilo até março. O inquérito serviu de base para a acusação do MPF. Ao menos sete pessoas foram detidas desde outubro e outras deram depoimento após condução coercitiva.

Outro preso na operação, Welington Moreira de Carvalho, de 46 anos também está no presídio da Capital. Todos são acusados de promover o terrorismo ao disseminar mensagens extremistas, vídeos com execuções e propaganda do EI.

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