O apresentador Luciano Huck publicou um vídeo em sua página no Facebook para dar explicações sobre o avião de sua propriedade usado hoje pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viajar de Curitiba para São Paulo. Ele procurou afastar especulações políticas em torno do caso. “Não dei carona no avião para o Lula, eu não emprestei o avião para o Lula”, afirmou.

A aeronave está registrada em nome da Brisair, empresa de Huck. Ele disse que, quando não está usando o avião, deixa-o com a Icon Táxi Aéreo, que o coloca à disposição para aluguel.

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“Uso meu avião para trabalhar, viajo dois, três estados por semana. A aviação é muito cara, e, para tornar a operação mais eficiente, tenho um sócio, qué a Icon Táxi Aéreo. Quando não estou viajando, o avião fica à disposição deles para fretamento. Em bom português, para alugar o avião para ajudar as pagar as contas todas.”

Huck atribuiu as especulações à polarização política do país. “O voo de hoje foi fretado, como qualquer outro. Quem cuida dessa agenda de voos e todos os detalhes é a Icon. Qualquer especulação política em cima disso é maluquice desse momento polarizado e dividido do país. O fato não passou de uma simples questão comercial”.

Mais cedo, o apresentador já havia emitido uma nota para dizer que não tem influência sobre para quem a aeronave é fretada. Huck cogitou se candidatar a presidente em 2018 e participa de grupos que se propõem a renovar o quadro político.

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A assessoria do ex-presidente Lula informou que o aluguel da aeronave foi contratado e pago pelo PT (Partido dos Trabalhadores). O valor gasto não foi informado.

Avião foi alvo de outra polêmica. O avião é do modelo Phenon 300, fabricado pela Embraer em 2013. No ano passado, a compra dessa aeronave virou motivo de polêmica pois a transação foi financiada pelo BNDES. Em fevereiro de 2018, o banco divulgou uma nota esclarecendo alguns pontos do financiamento do avião. Segundo o BNDES, a Brisair contratou um empréstimo de R$ 17,7 milhões no Itaú em 2013 para aquisição da aeronave.

O empréstimo foi feito por meio do programa BNDES Finame. O banco informou também que o financiamento foi concedido com condições definidas pelo PSI (Programa de Sustentação do Investimento) do governo federal.“Até dezembro de 2017, havia 1.036.572 operações registradas no BNDES com as condições do PSI”, informou o banco, à época.

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