Aeronave e droga foram apreendidas durante a investigação da Operação Escalada, da PF em Mato Grosso. / Imagem: Divulgação/PF-MT

Uma quadrilha investigada por tráfico internacional de cocaína é alvo da Operação Escalada, deflagrada nesta terça-feira (6). De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa transportava droga da Bolívia em aviões e usava pistas clandestinas para pousar em Mato Grosso

De acordo como a Polícia Federal, a operação ocorre nas cidades mato-grossenses de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Poconé, Cáceres, Rondonópolis, Alto Araguaia, além de outros estados: Corumbá (MS), Manaus (AM), Paulinia (SP), Bauru (SP), Uberlândia (MG), e Vilhena (RO).

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Devem ser cumpridos 42 mandados judiciais, sendo 4 de prisão preventiva, 14 de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão.

As investigações se iniciaram há aproximadamente dez meses e estavam baseadas em Cuiabá.

De acordo com as informações, droga era obtida na Bolívia e entrava no Brasil a partir da fronteira da Bolívia com Mato Grosso.

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O grupo usava aeronaves que pousavam em pistas clandestinas em variados pontos de Mato Grosso.

Depois de pousar, a droga era ocultada e embarcada em caminhões em fundos falsos a fim de ser transportadas tendo como principal destino São Paulo.

Durante a investigação, verificou-se que a organização criminosa movimentava grande parte de recursos financeiros e da parte de logística para o transporte da droga com a aquisição de veículos e aeronaves em nome de pessoas que sequer existiam.

Durante a fase de investigações, foram feitos oito autos de prisão em flagrante que resultaram na prisão de nove pessoas.

No total foram apreendidos 3 toneladas de pasta base de cocaína, além de uma aeronave bimotor e diversos veículos utilizados no transporte.

Até o momento foram realizados duas prisões em flagrante em razão da apreensão de armas de fogo não registradas e munições, inclusive de uso restrito, dinheiro, joias e dezenas de veículos.

A 7º Vara Federal Criminal em Cuiabá determinou ainda o bloqueio de contas bancárias utilizadas pelos investigados, além do sequestro de bens.

Nome da operação

O nome da operação é em razão de alguns dos principais investigados terem experimentado um grande aumento patrimonial em tempo reduzido sem qualquer ocupação lícita que as justifique, tais como uma cobertura em apartamento de luxo e imóvel e apartamento de luxo em Cuiabá.

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