O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi oficialmente empossado, às 15h35 desta terça-feira, 1º de janeiro de 2019, para seu segundo mandato à frente do Estado de Mato Grosso do Sul.

Acompanhado de aliados, o tucano recebeu a faixa das mãos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB).

Matéria continua após a publicidade

Confira a íntegra da entrevista coletiva concedida por ele à imprensa no início do evento. 

1 – Qual o balanço dos últimos anos e as prioridades para o próximo mandato?

O balanço que a gente faz é extremamente positivo pelo momento que nós vivenciamos nos quatro anos. O Brasil vivenciou uma crise institucional, uma crise econômica que levou à maior recessão da nossa história e nós conseguimos enfrentar com as mudanças, com as transformações, diminuição do tamanho do Estado, enfrentar esse momento difícil. Balanço extremamente positivo e que foi apoiado e aprovado pela maioria da população que nos reconduz agora para mais quatro anos. O ambiente hoje é bem mais otimista para o futuro. O Brasil está vivenciando um momento em que nós devemos voltar a ter retomada de crescimento. O Brasil cresceu por 40 anos ininterruptos, na faixa de 4% ao ano. No ano de 2015, 2016, 2017 e 2018 nós mergulhamos em uma das maiores recessões. E isso impôs a todos os entes, a todos os governos fazer ajustes, reformular estruturas, enfrentar esse momento da crise. Agora a gente vê um ambiente muito melhor para os próximos quatro anos. E a meta estabelecida é aquilo que está no Programa de Governo. Buscar o cumprimento das nossas ações, com os nossos colaboradores, daqueles que assumem junto conosco esta missão, de transformar aquilo que nós apresentamos como proposta em realmente políticas públicas efetivas para a população de todo o Mato Grosso do Sul e a gente está muito otimista com isso.

Matéria continua após a publicidade

2 – Apesar da expectativa de retomada do crescimento econômico, o Estado o senhor assume nesse segundo mandato com dificuldades e perdas importantes. Que medidas serão tomadas para amenizar essas perdas e para manter o crescimento do Estado?

Nós convivemos nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 com perdas de receitas, quando você não tem crescimento econômico você não tem ampliação e crescimento das receitas. A perda agora de não pagamento do fundo das exportações e que nós vamos todos os 27 governadores buscar porque isso é um direito dos estados brasileiros é fazer os ajustes necessários. É permanentemente buscar diminuir os gastos, controle de folha de pagamento, diminuição de gastos de contratos, o controle do custeio da máquina pública e a busca daquilo que é de direito das receitas para a gente transformar o equilíbrio econômico em políticas públicas para melhorar a vida das pessoas. Então o desafio é transformar aquilo que nós propusemos na eleição em efetivamente políticas públicas que vão com certeza no dia-a-dia ajudar a melhorar a vida das pessoas.

3 – Dos pontos de desafios que mencionou, qual o senhor acha mais urgente e de tomar medidas breves, rápidas para tentar resolver isso?

A maior urgência com certeza é no maior gasto que é o gasto com pessoal. Então se você tem um maior gasto e o Estado está hoje num limite prudencial, é buscar mecanismos para nós diminuirmos o gasto com pessoal, principalmente na convocação de cargos em comissão, na diminuição de alguns contratos e algumas terceirizações, buscar isso. Segundo ponto que é muito importante é o equilíbrio e a melhoria das compras governamentais. Vamos melhorar a eficiência das compras governamentais, nós estamos propondo já ao novo governo que assume hoje algumas atas nacionais na área de saúde, na área de segurança pública, para que a gente possa compartilhar uma compra governamental estados e governo federal e em áreas que são extremamente importantes. Então são duas ações que serão implementadas imediatamente. Amanhã nós teremos reuniões já com uma parte da equipe de secretários e ali vai compor outra parte com presidentes de fundações para nós implementarmos isso como realmente uma necessidade. Mostrar a importância do controle do gasto com pessoal e a busca da eficiência na melhoria das compras e do custeio governamental.

4 – O que precisa melhorar em segurança e saúde que o senhor disse que são os pontos essenciais?

Nós tivemos agora no dia 28 o depósito do pagamento do Hospital da Grande Dourados depositada efetivamente o financeiro por parte do governo federal. Finalizar essa estrutura regional de saúde para aproximar a saúde das regiões e das pessoas. A continuidade da caravana para irmos diminuindo a fila das pessoas que aguardam. Segurança pública vamos ver qual a política implementada pelo governo federal. Mato Grosso do Sul é reconhecido o terceiro estado mais seguro do País. Diminuímos os indicadores de violência no ano de 2018 e a busca incansável para implementar as políticas na área de segurança para dar mais tranquilidade a toda a nossa população. E não deixar a cobrança principalmente da parceria que nós queremos governo federal nas fronteiras da Bolívia e Paraguai.

5 – Como será esse projeto de incentivo a mulheres vítimas de violência e à juventude?

A lei de incentivos ampliando a oferta do primeiro emprego para a juventude. Então a empresa que der o primeiro emprego ao jovem vai ter o incentivo diferenciado. E a empresa amiga da mulher. Hoje nós temos muitos casos de violência contra a mulher e em muitos dos casos é porque a mulher se sujeita a ficar sob a violência doméstica por medo de não conseguir se sustentar e dar condições de dignidade aos seus filhos. Então você obrigar que parte dos incentivos fiscais possam ser transformados em políticas públicas para as mulheres também é uma prioridade nossa. Então nós vamos formatar isso na lei de incentivos e aquelas empresas que determinarem parte dos empregos aos jovens e às mulheres vítimas de violência terão um diferencial nos incentivos fiscais ofertados por Mato Grosso do Sul.

6 – Qual será a prioridade junto ao Governo Federal?

A prioridade do Governo Federal primeiro a parceria na área de segurança pública porque as fronteiras do Brasil estão escancaradas. Então o Governo Federal que assume hoje também deve ter uma política de controle das fronteiras. Vamos manter as parcerias que nós já temos principalmente na área de saúde, nós temos uma proposta do reajuste da tabela SUS que vai ser buscada pelos 27 estados brasileiros, nós temos a cobrança do fundo das exportações que não foi pago pelo governo que está finalizando e nós vamos buscar todos os 27 o ressarcimento disso que faz muita falta. E uma parceria. Ninguém governa sozinho. Se nós tivermos uma parceria municípios, estados e governo federal com certeza nós vamos efetivar uma implantação de políticas públicas melhores para Mato Grosso do Sul.

7 – MS terá dois ministros no Governo Federal. De que forma isso será importante para viabilizar novas medidas favoráveis?

É inédito nós termos dois ministros em pastas tão importantes. O ministro é do País, mas eu não tenho dúvida de que eles terão um olhar para Mato Grosso do Sul. Tereza Cristina ontem falei com ela e o Mandetta, estão extremamente otimistas na posse e com certeza eles vão implementar umas políticas públicas a nível Brasil, mas sem deixar de ter um olhar para Mato Grosso do Sul. A gente está muito confiante nas parcerias que nós podemos construir na área de saúde, da produção, da agricultura familiar, do apoio aos assentamentos e ao pequeno agricultor e que também em outras áreas que são estratégicas. O governo tem que ser parceiro das políticas públicas que estão dando certo e se a gente implementar governo federal e os estados brasileiros algumas políticas compartilhadas eu não tenho dúvida de que nós teremos aí sucesso e melhorias para a nossa população como um todo.

8 – O senhor pretende uma aproximação maior com a Assembleia Legislativa aqui no Estado?

Aqui nós tivemos uma ótima relação com a Assembleia Legislativa. A gente é muito grato à confiança e ao apoio que a Assembleia Legislativa nos deu nessa legislatura que encerra agora em janeiro. Nós tivemos todas as reformas estruturantes com leis, com emendas constitucionais aprovadas numa sintonia enorme. Vamos buscar pós a posse do dia 1º de fevereiro a mesma metodologia de trabalho. Atender a política, as bases de apoio parlamentar com políticas públicas, com apoio aos 79 municípios e mostrando a importância de nós termos essa relação. Eu sou muito grato ao apoio de todos os poderes constituídos no Mato Grosso do Sul que nesses quatro anos foram extremamente parceiros da governabilidade, da transparência nas nossas ações, da independência, mas acima de tudo na harmonia existente e que essa harmonia a gente vai buscar com a próxima assembleia que vai assumir para que a gente possa ter o mesmo desempenho desses quatro anos que nós estamos finalizando agora.

Dê sua opinião, comente esta matéria!

ATENÇÃO: Os comentários desta matéria são gerenciados pelo Facebook - que posta, agrega os comentários e os exibe nesta página. Este site não se responsabiliza por qualquer comentário indevido, feito à qualquer pessoa ou instituição - sendo cada comentário, de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores e as denúncias deverão ser encaminhadas diretamente ao Facebook.

Já leu?

Leia nossos Artigos