O caso veio a tona em 2017 após denúncia do empresário José Berger, que teve benefício fiscal suspenso em 2016 / Imagem: Fábio Marchi

Tratadas até aqui como “mudanças pontuais” pelo governador Reinaldo Azambuja, a reforma administrativa que entra em vigor em 1º de janeiro de 2019 promoverá trocas no comando de quatro das nove secretarias que vão assessorar o seu governo.

As alterações mais profundas foram antecipadas pelo Campo Grande News em 12 de dezembro –a novidade é a chegada de Roberto Hashioka à SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização).

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As trocas, porém, reafirmam a intenção de Reinaldo em não mexer em time que considera vencedor: mesmo em cenário de crise, evitou problemas como atrasos salariais e garantiu a execução da grande maioria das obras planejadas. Com os novos gestores, espera oxigenar a gestão, ao mesmo tempo em que reforça sua articulação com segmentos da sociedade e prefeituras.

Com fama de bom gestor, Hashioka assumiu o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) em setembro de 2017, após convite do próprio Reinaldo. Engenheiro civil e servidor de carreira da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), foi prefeito de Nova Andradina por três mandatos e também comandou a Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos).

Com a chegada de Hashioka, também se resolve o dilema da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

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Elogiado pelo trabalho à frente da pasta, Jaime Verruck foi cotado para a SAD, mas se optou por sua permanência para manter o setor industrial e ambiental fortalecidos –ele também teve o nome vinculado ao Ministério da Agricultura, a ser comandado pela deputada federal Tereza Cristina (DEM).

Confirmados

As demais mudanças seguem um roteiro que começou a ser rapidamente escrito após o segundo turno das eleições.

O advogado Felipe Mattos de Lima Ribeiro, assessor especial da Governadoria, toma as rédeas da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) em substituição a Guaraci Fontana, que se aposentará. Escolha pessoal de Reinaldo, foi coordenador da vitoriosa campanha eleitoral, pesando em seu favor o conhecimento em Direito Tributário.

Na Saúde, Geraldo Resende deve retornar ao cargo que já ocupou entre 2000 e 2002, na gestão de Zeca do PT, que o projetou para a Câmara dos Deputados.

Após três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, ele não se reelegeu em 2018, mas ficou como primeiro suplente da coligação –sendo o substituto imediato de Tereza Cristina, que se licencia do mandato para comandar o Ministério da Agricultura. Contudo, vai optar pelo cargo estadual e abrirá caminho para Bia Cavassa (PSDB) chegar à Câmara dos Deputados.

Confirmando que não teria cargo “figurativo”, o vice-governador Murilo Zauith (DEM) será o novo secretário de Infraestrutura –que, entre outros órgãos, chefia a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a Agehab (Agência Estadual de Habitação). Além de ex-prefeito de Dourados e de já ter sido vice-governador, Murilo é engenheiro civil.

Superpasta

Eduardo Riedel segue à frente da Secretaria de Governo e Gestão Estratégica, que ganhou musculatura para o segundo mandato.

A Segov chefiará diretamente a Subsecretaria Especial de Cidadania (que por sua vez responderá pelas subpastas de Políticas Públicas para Idosos, LGBT, Pessoas com Deficiência, Assuntos Comunitários, Igualdade Racial, Mulheres, Juventude e Populações Indígenas) e as fundações de Cultura, de Rádio e TV Educativa, de Esporte e de Turismo.

Outra atribuição a ser dada para a pasta é de coordenar a Comunicação Social, unificando a linguagem entre todos os órgãos da administração pública.

Além disso, a pasta de Governo vai responder pelo Escritório de Representação em Brasília e terá contato direto com o Escritório de Gestão Política –subordinado ao gabinete do governador e que cuidará da articulação com os poderes e prefeituras.

Atual titular da SAD, Carlos Alberto Assis vai para a Segov atuar na área política, ao lado do tesoureiro do PSDB, Sérgio de Paula.

Nos demais cargos, não devem haver surpresas. Maria Cecília Amendola da Motta continua na Educação, Elisa Nobre na Sedhast (Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho) e Antonio Carlos Videira na Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

A Secc (Secretaria de Estado de Cultura e Cidadania) foi extinta, mas Athayde Nery nao perde o emprego. Vai presidir a Fundação de Cultura.

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