Há séculos, cientistas realizam pesquisas de imunização por meio de vacinação. Várias vacinas bem sucedidas foram fabricadas no século XX, como as utilizadas para combater tétano, difteria, coqueluche e rubéola, além do grande sucesso da vacina contra pólio, na década de 1950. Nos últimos anos, o desenvolvimento científico trouxe ao mundo novas vacinas e a Humanidade pode hoje combater inúmeras doenças através da aplicação de doses.

No Brasil, depois do sucesso da campanha de vacinação contra varíola na década de 1970, tendo o último caso registrado no País em 1971, foi formulado o Programa Nacional de Imunizações em 1973, por determinação do Ministério da Saúde. Com o passar dos anos e fortalecimento da ideia, hoje o PNI ocupa espaço fundamental nas Secretarias Municipais de Saúde.

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Em Corumbá, a responsável pelo PNI é a técnica em enfermagem Luciana Ambrósio, que desde que começou na profissão exerce função de vacinadora. Já são dez anos trabalhando no setor como servidora do Município de Corumbá e há cerca de dois meses assumiu a chefia do PNI.

“Uma vez, meu afilhado teve reação muito forte a uma vacina, a BCG. Ele fez tratamento, usou medicamento para tratamento de tuberculose, ele teve uma reação exacerbada à vacinação. Isso aconteceu por conta de uma falha na vacinação. Depois disso, falei que eu ia estudar e ser uma vacinadora. Eu queria fazer de tudo para não errar e não acontecer o que aconteceu com meu afilhado. Fiz o curso técnico e me apaixonei pela área de vacina. Eu sinto um orgulho muito grande de vacinar os bebezinhos na maternidade. Eu tenho muito orgulho da minha profissão”, afirmou Luciana.

Além de trabalhar hoje no campo administrativo, Luciana permanece vacinando bebês com a BCG na maternidade, de segunda a sábado, pela manhã. Ela participa de ações e ainda viaja com o Programa Social Povo das Águas, onde trabalha na imunização dos ribeirinhos. “Quando vacino alguém, principalmente crianças, eu penso que estou ajudando a proteger aquela pessoa para não pegar doenças. Eu tenho convicção que vou proteger quase 100% aquela criança e ajudar aquela mãe”, disse a técnica.

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Para ela, o maior desafio de trabalhar com vacinação é a consciência da população com relação à importância desse serviço. Conforme ela, não só crianças precisam atualizar o cartão de vacinação, como também os adultos. “Falta essa consciência de que a vacina nunca para. Você nasce, toma vacina, é criança, adolescente, chega à fase adulta, é idoso, todas as faixas etárias precisam de vacinação”, afirmou Luciana.

Ela contou que quando se depara com casos de pacientes com doenças que poderiam ser evitadas através da vacinação, sempre questiona o que levou aquela pessoa a não ser imunizada. “A gente investiga porque às vezes a criança até vem vacinar, mas tem perfil de ter muito problema com gripe e imunidade baixa. Às vezes acontece da mãe ter medo de vacinar os filhos. São falhas que podem ser prevenidas, mas, ao mesmo tempo, nos deixam impotentes por não podermos alcançar esse tipo de situação”.

Luciana acredita que pessoas que fazem parte do movimento antivacina, que tem ganhado força principalmente por meio da internet, não têm noção do perigo que correm. “Eu respeito essas pessoas porque cada um tem sua opinião, mas, para mim, a base desse movimento é a falta de informação. Essas pessoas não sabem os benefícios que trazem cada vacina”.

Para Luciana, a enfermagem significa o ato de cuidar. “A enfermagem participa efetivamente no acompanhamento do processo de saúde e doença do paciente. Você ver o paciente acamado, mal de saúde, e depois conseguir vê-lo com saúde, não tem como explicar essa alegria e ainda ver esse paciente chegar e te abraçar e falar que está bem... Eu me encho de paixão só de falar da enfermagem”, finalizou Luciana Ambrósio.

De 28 a 30 de maio, a Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai promover a Semana da Enfermagem, com a finalidade de valorizar os profissionais e promover cursos. O Dia Internacional da Enfermagem é comemorado em 12 de maio. Todos os anos, diversas ações são realizadas no Brasil neste mês em homenagem a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

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