Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (SINTECT/MS), participaram da sessão ordinária de ontem, terça-feira, 15, da Câmara Municipal, para solicitar apoio dos vereadores corumbaenses na luta da categoria contra a privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), que causará desemprego para mais de 90 mil funcionários.

Durante a sessão, a presidente da entidade sindical no estado, Elaine Regina de Souza Oliveira, utilizou a tribuna da Câmara para uma série de considerações, inclusive apresentando números contrários aos divulgados pelo Governo Federal, dando conta de que a empresa não é deficitária.

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A iniciativa do Governo em privatizar os Correios, conforme foi divulgado, visa enxugar a máquina pública e reduzir dívidas, e que a estatal teve lucro em 2017 e 2018, mas sofreu perdas de R$ 5 bilhões nos dois anos anteriores.

Elaine Regina explicou algumas questões relacionadas aos Correios, “estão causando desinformações para a população e, consequentemente, o fortalecimento do discurso de privatização da empresa”.

Ela fez um relato da história dos Correios, uma instituição com 356 anos, 50 como empresa pública criada pelo Governo Militar em 1969, com o objetivo de integrar todo o território nacional por meio de entrega de correspondências, encomendas e serviços à população. “Somos referência mundial no segmento, tendo sido considerada pela Forbes, em 2008, como o melhor Correios do mundo”, lembrou.

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A presidente enfatizou que o Correios, desde a sua existência, “têm contribuído com a União”, e que “diferente do que se propaga, é uma empesa independente do tesouro nacional e ainda parte de seus lucros é repassado para o Governo. É uma importante fonte de renda que permite ao Governo destinar seus recursos para a saúde, educação, segurança e demais áreas”.

Conforme a dirigente sindical, a “justificativa de que o rombo do fundo de pensão dos Correios amplamente divulgado e alvo de investigações, seria motivo para privatização, não justifica. Isso tem sido pago pelos próprios trabalhadores”.

Observou ainda que o prejuízo apresentado entre 2013 e 2016 se deu pelo fato de que “começaram a computar o lançamento contábil denominado ‘pós emprego’, além da retirada do caixa da empresa de mais de R$ 6 bilhões, a título de antecipação de dividendo, para fazer superávit primário, deixando o caixa da empresa vazio, gerando prejuízos”.

Citou que a empresa, por lei, é obrigada a atuar em todo o território, mesmo em locais que não dão lucro, ao contrário da iniciativa privada que não tem interesse e nem obrigação de operar em regiões com grande possibilidade de perda. Destacou também a importância social dos Correios e outros serviços prestados ao povo brasileiro; apresentou ações que podem ser adotadas para o fortalecimento da empresa, entre outras questões.

Os vereadores corumbaenses se solidarizaram com os servidores dos Correios, inclusive participando de um abaixo-assinado nacional contra a privatização.

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