A violência contra a mulher é considerada não apenas como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno estrutural, de responsabilidade da sociedade como um todo. Afeta mulheres de todas as classes sociais, idades, nível de escolaridade, raça e religiões. É amplamente definida como qualquer ato que possa causar dano físico, sexual, psicológico ou sofrimento extremo a uma mulher.

A violência doméstica e familiar, prevista na Lei Maria da Penha, pode ocorrer em casa, entre pessoas da família e entre pessoas que mantenham relações íntimas de afeto, mesmo sem a convivência sob o mesmo teto.

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Segundo pesquisa online com jovens de 16 a 24 anos de ambos os sexos realizada pela Data Popular e Instituto Avon de 2014, apontou que 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos; Metade sofreu violência após o fim da relação; 37% tiveram relações sexuais forçadas sem proteção; Um em cada 4 homens já repassaram imagens de mulheres nuas sem consentimento delas a terceiros

Embora Corumbá tenha ação integrada para garantir direitos e cidadania à mulher como Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a mulher instituida em março de 2017, a cidade continua a presenciar números alarmantes de violência de gênero. 

Somente em novembro, 74 casos de violência contra a mulher foram registrados em Corumbá.

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De acordo com o Mapa da Violência, a cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil, sendo essa a quinta maior taxa no mundo. Em Corumbá, dos 751 inquéritos policiais, 39% correspondem a casos de violência contra a mulher, o equivalente a quase 300 ocorrências. Entre 60 e 70% das mulheres agredidas por seus companheiros continuam convivendo com seus agressores, mesmo quando já condenados pela Justiça. As vítimas geralmente permanecem com eles por dependência socioeconômica ou por causa dos vínculos com filhos.

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