Após o aumento médio de 8,5% no Gás Liquefeito de Petróleo de uso residencial (GLP) anunciado pela Petrobras na terça-feira passada, o preço do botijão de gás de 13 kg já é vendido em distribuidores de Corumbá por R$ 90,00. Mas o valor pode aumentar.

Durante a pesquisa deste Correio pelas distribuidoras da cidade, em uma delas um funcionário sugeriu que o valor pode alcançar os R$ 93,00 em poucos meses. A situação revolta o consumidor visto que até setembro deste ano o preço médio no estado de Mato Grosso do Sul era de R$ 71,53, já considerado alto em relação aos outros estados do Brasil.

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Corumbá só fica atrás das cidades de Mato Grosso, onde o botijão de 13 quilos custa, em média, R$ 94,80.

Porque tão caro? 

O valor do gás que sai da refinaria representa menos da metade (46%) do total que o consumidor paga antes de levar o botijão para casa.  As outras parcelas são compostas, basicamente, de impostos, margem de distribuição e de revenda.

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No caso dos impostos, o ICMS (sigla para Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é o que tem o maior peso. Normalmente, quanto maior o valor cobrado em tributos, mais caro tende a ser o gás. Ainda assim, em Mato Grosso, onde se vende o botijão mais caro do país, o ICMS está na faixa dos 12%, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). É a mesma alíquota cobrada na Bahia, que tem o botijão mais barato do país. Nesse caso, a disparidade nos preços finais é resultado de diferenças nas margens de distribuição e revenda – e tem uma explicação geográfica.

Peso no orçamento

Em média, um botijão de gás chega a durar até 45 dias para uma família de cinco pessoas. Considerando o preço do botijão de 13 quilos em Corumbá, isso significa que o preço por residência na cidade branca por dia é, aproximadamente, 2,00 reais. A população já busca alternativas para economizar na renda, buscando alimentos e aparelhos elétricos para cozimento. 

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