Confira como o seu deputado votou o projeto que eleva os impostos em MS. / Imagem: Reprodução

Chamados de “vagabundos, vagabundos, vagabundos” por empresários, produtores rurais e caminhoneiros, 15 deputados estaduais aprovaram o aumento de impostos proposto pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Só cinco parlamentares votaram contra o “pacote de maldades” na manhã desta quarta-feira (13).

Com a aprovação, apesar da maior crise econômica da história e ignorando o clamor popular pela redução da carga tributária, os deputados aprovaram o aumento no ICMS de 25% para 30% sobre a gasolina, a elevação de até 71% na alíquota do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário) sobre o agronegócio e a perpetuação do aumento de 50% no ITCD.

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Como em toda votação polêmica, o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PSDB), colocou a cavalaria da Polícia Militar para reforçar a segurança e vetou a presença de manifestantes na galeria superior. Por pouco, o tucano não impediu a discussão do projeto e comandou a votação no afogadilho.

Quinze deputados assinaram o pacote de aumentos na tributação. São eles:

  • Antônio Vaz (PRB)
  • Barbosinha (DEM)
  • Eduardo Rocha (MDB)
  • Evander Vendramini (PP)
  • Felipe Orro (PSDB)
  • Jamilson Name (PDT)
  • Lídio Lopes (Patri)
  • Londres Machado (PSD)
  • Lucas Lima (SD)
  • Marçal Filho (PSDB)
  • Márcio Fernandes (MDB)
  • Neno Razuk (PTB)
  • Onevan de Matos (PSDB)
  • Professor Rinaldo (PSDB)
  • Zé Teixeira (DEM)

Só cinco deputados votaram contra o aumento na carga tributária, sendo eles:

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  • Capitão Contar (PSL)
  • Coronel David (PSL)
  • Cabo Almi (PT)
  • Pedro Kemp (PT)
  • João Henrique Catan (PL)

Kemp afirmou que o governador está na contramão ao elevar os impostos, principalmente, porque a economia está em recessão. O petista destacou que Reinaldo vai penalizar mais de 80% dos donos de veículos, porque vão pagar até R$ 0,30 mais caro pelo litro da gasolina. Como o etanol não vai recuperar a competitividade com o redução no ICMS, o consumidor vai continuar optando pela gasolina.

Contar destacou que o aumento no tributo vai “assassinar” o comércio na divisa com outros estados, porque Mato Grosso do Sul passará a ter o combustível mais caro do País.

Sobre o Fundersul, Kemp destacou que o fundo foi totalmente descaracterizado pelo Governo ao destinar a maior parte do recurso para outra finalidade, como aquisição de máquinas e recuperação de vias urbanas. O petista citou a compra de lama asfáltica para fazer política nos municípios.

Produtores rurais e empresários foram obrigados a dividir o plenário com comissionados enviados pelo chefe de gabinete do governador, Carlos Alberto Assis / Imagem: Reprodução

João Henrique citou a Bíblia, na parte em que Judas trai Jesus por 30 moedas de prata, para justificar que não trairá o Movimento Chega de Impostos. Ele abriu a camisa na tribuna para exibir a camiseta do movimento.

Preso na Operação Vostok em setembro do ano passado e acusado de emitir notas fiscais frias para legalizar parte do pagamento de propina pela JBS ao governador - segundo a PF - Zé Teixeira defendeu a aprovação do projeto. Ele disse que o PT foi demagogo ao criticar o aumento do Fundersul.

O democrata repetiu os argumentos de Reinaldo e do presidente da Acrissul, Jonatan Pereira Barbosa, de que metade do Fundersul é proveniente do ICMS da gasolina e justificaria a destinação de 50% para a manutenção e pavimentação de vias urbanas.

Zé Teixeira ainda atacou o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que lançou o pacote Mais Verde. Ele disse que o capitão abrir mão de R$ 10 bilhões para incentivar a contratação de jovens, mas vai arrecadar R$ 12 bilhões com a cobrança de INSS dos desempregados, por meio do seguro desemprego. “Não conheço governo nenhum que dá dinheiro”, justificou-se, sob vaia dos produtores rurais.

Em seguida, Paulo Corrêa submeteu o projeto à votação e os deputados aprovaram, sob vaias e gritos de “vagabundos” por 15 votos a 5 em primeira discussão.

A segunda votação ocorreu em sessão extraordinária, convocada para o meio-dia. O placar se repetiu e a proposta segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja.

Governo reforçou segurança na Assembleia e colocou a cavalaria da PM em prontidão, para intimidar eventuais ânimos exaltados. / Imagem: Marcos Ermínio/Midiamax

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