Publicações das revistas Veja e Isto É divulgadas nesta semana apontam para a ligação de terroristas do Hezbollah com facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), que agem na fronteira do Brasil com o Paraguai, especialmente na linha internacional com Mato Grosso do Sul. Os grupos se beneficiam do tráfico de drogas, de armas e até mesmo da pirataria.

De acordo com a coluna Radar, da Veja, a presença do Hezbollah é tratada com “reserva” no Palácio do Planalto. “[…] mas os setores de inteligência do governo voltaram a identificar atividade de integrantes do grupo islâmico Hezbollah na fronteira do Brasil com o Uruguai e na região de Ponta Porã”, diz a publicação.

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Matéria assinada por André Vargas, publicada na manhã de sexta-feira no site da Isto É aponta que grupos terroristas abrigam na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, “onde lavam dinheiro e vendem paras facções, cartéis e paramilitares”

“A existência dos grupos sunitas Estado Islâmico, AlQaeda e Hamas é certa, mas o principal seria o Hezbollah, movimento xiita que controla o sul do Líbano e atua nas guerras civis da Síria e do Iêmen. Com mais de 10 mil soldados, são considerados terroristas pelos EUA”.

O cenário é delicado, se considerado que a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) cobra da União reforço da fiscalização nas fronteiras com Bolívia e Paraguai. O secretário Antônio Carlos Videira, titular da pasta, anunciou recentemente que a Polícia Civil pode abandonar investigações contra o tráfico de drogas caso o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não renove convênio com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
O acordo firmado entre a partes tem como foco a cooperação para execução dos serviços de prevenção e repressão ao tráfico, com execução ao tráfico internacional. O convênio foi firmado no dia 28 de julho de 2014, com vigência de 60 meses. Neste sentido, o encerramento está previsto para o próximo dia 28 de julho.

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Se não houver acerto, todas as apreensões feitas pelas forças de segurança em Mato Grosso do Sul serão encaminhadas para as Delegacias da Polícia Federal como em Campo Grande, Dourados, Naviraí, Ponta Porã e Mundo Novo. Tal medida pode complicar ainda mais a atuação da polícia e dar mais espaço para as facções.

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