Luanny Cezário, universitária e slammer em Corumbá

A universitária de Psicologia, Luanny Cezário (20), está realizando uma rifa para arrecadar o valor de sua passagem para a capital, Campo Grande. Luanny, que é uma slammer, deseja se apresentar no evento Slam Camélias, e para tanto, está rifando cosméticos no valor de R$ 3,00.

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O que é poesia slam?

A poesia slam integra o universo do Rap, e costuma se desenvolver em campeonatos ao microfone, onde o público costuma ser o jurado. A poesia slam não é declamada e cada poeta imprime ao seu texto cadências, ritmos e leituras próprios, que, sem sua voz, seriam decididos pelo leitor. É um poema que necessariamente terá ruído, barulho, vida própria – nada parecido com uma leitura silenciosa e calma, normalmente associada ao gênero poético. E neste sentido, acaba sendo a porta voz da alma do sujeito, seguindo o temperamento e os sentimentos do artista naquele instante.

Rap é coisa de mulher, sim!

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Foi-se o tempo que o universo RAP,  rhythm and poetry, literalmente, ritmo e poesia, era “coisa de menino”. Aliás, esse papo de “coisa de menino” está mais que ultrapassado. O empoderamento feminino é um signo cada vez mais forte de nossa geração e felizmente vem deixando rastros no universo cultural.

Nesse sentido, a presença de mulheres em estilos musicais que eram dominados por nomes masculinos como o rap e o hip-hop vem se intensificando e tornando-se porta voz dessas “minas” que através do chamado “slam poético” abordam temas como o feminismo, a luta contra o racismo, a força da cultura negra, dentre outros, e resignificam toda uma realidade periférica.

Para a Luanny, as palavras se tornaram mais do que seu refúgio, um impulso para seu crescimento pessoal e profissional.

Eu comecei por um acaso no Slam, eu nunca imaginei fazer das palavras meu refúgio. Aos poucos eu venho conseguido conquistar pequenas coisas com a poesia, mas que são de extrema importância. Primeiro eu compareci em uma reunião por um acaso do Resiliência Poética, e acabei recebendo a proposta para tentar criar ou apenas recitar uma poesia não autoral, com a ajuda de alguns amigos e atualmente também organizadores do movimento, Bolinha (Marcos Gonzaga), Nelly (Misrrahely), Lauriana e do Odvan, e acabei me identificado com a poesia marginal.

Luanny Cezário, slammer

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