Câmera mostra momento em que a barragem estoura em Brumadinho. / Imagem: Globo

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostra que a Vale tinha conhecimento de que um eventual rompimento da barragem de Brumadinho afetaria as áreas industriais da mina de Córrego do Feijão, incluindo o restaurante e outras estruturas da unidade. Essas foram justamente as áreas mais afetadas e onde se concentra o maior número de vítimas. Até a manhã desta sexta-feira (1), as autoridades contabilizaram 110 mortos e 238 desaparecidos.

O colapso da estrutura destruiu as sirenes de alerta e vitimou os responsáveis por acionarem os sinais. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, mesmo que houvesse um aviso, os trabalhadores que atuavam próximo à barragem teriam poucas chances de sobreviver.

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O documento que prevê os danos em caso de rompimento é o Plano de Ações Emergenciais (PAEBM). Segundo portaria do governo federal, o plano deve projetar quais serão os danos em caso de colapso e definir medidas de mitigação dos estragos. No caso da barragem de Brumadinho, ele previa que a extensão da lama chegaria a 65 quilômetros da barragem.

Em resposta, a Vale afirma que o PAEBM “foi construído com base em um estudo de ruptura hipotética, que definiu a mancha de inundação.” Segundo a mineradora, a barragem passava por inspeções quinzenais, as últimas realizadas em 8 e 22 de janeiro, que “não detectaram nenhuma alteração no estado de conservação da estrutura.”

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