O advogado e presidente da Câmara de Vereadores de Corumbá, Evander Vendramini (54), se elegeu na última semana como deputado estadual pelo coeficiente eleitoral da coligação: PP, SD, PSL, PSB, PPS, PTB e PMB. com 12.627 votos. Para Evander, a eleição de um corumbaense para uma cadeira no legislativo na capital é apenas o começo de um projeto de retornar a dar visibilidade à capital do Pantanal. Há 6 anos, Corumbá não tinha representação direta entre os deputados estaduais.

Para Evander, residir em Corumbá e estar entre seus principais eleitores é o ponto crucial de sua proposta. Conforme Evander, desde 2002, quando Dr. Sandro Fabi era deputado estadual por Corumbá e residia na cidade, Corumbá não teve nenhum deputado eleito que permanecesse em nossa terra, o que gerava a preocupação e a desconfiança dos corumbaenses que alegavam que os políticos viravam as costas para a cidade. 

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Evander promete agir de modo contrário: permanecer em sua residência em Corumbá, se apresentando em Campo Grande quando necessário. 

Meu compromisso é defender e representar o corumbaense estando próximo aos meus eleitores, pois assim posso ouvir as demandas da cidade. Não adianta ser eleito, ir para Campo Grande e estar longe da cidade. O candidato tem que estar entre o povo. Desejo, deste modo trazer recursos para a cidade, pois este é o maior papel do deputado. Quando "repartem o bolo" dos recursos, cada deputado pega o seu e leva para a cidade que representa. Por isso, Corumbá ficou de lado tanto tempo, mas agora com um representante direto as coisas tendem a mudar.

Evander Vendramini, deputado eleito

Evander enseja abrir as portas do Governo do Estado para as prefeituras de Ladário e Corumbá. Para o advogado, ambas as cidades sofrem com baixa demandas de emprego, o que é incompatível com o volume de riquezas naturais que a região possui. Deste modo, ele espera explorar os setores da mineração e do turismo, visando o desenvolvimento industrial e também turístico de ambas as cidades.

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Corumbá e Ladário não se resumem ao Carnaval e a pesca. Há possibilidade de explorarmos melhor nossas riquezas naturais, nossa tradição cultural e histórica, criando novas rotas turísticas, quem sabe um balneário municipal. Tudo depende da demanda de recursos que conseguirmos trazer para cá. Outra coisa importante é o nosso setor de mineração. Não podemos somente sermos explorados com recursos sendo captados para fora. Devemos lutar para termos um pólo industrial em Corumbá, e deste modo, gerarmos receita e empregos para nossos cidadãos.

Evander também defende pautas já conhecidas pelos corumbaenses em sua trajetória na Câmara de Vereadores de Corumbá: a redução da taxa de esgoto da Sanesul e a abertura de concorrência do trajeto intermunicipal Corumbá x Campo Grande para novas empresas de transporte rodoviário. 

Em relação a Sanesul, desde 2011, houve aumento na cobrança da taxa mínima de esgoto, que é somada junto ao consumo mínimo da água. A taxa de esgoto, desde então, perfaz o percentual de 70% do valor da conta de água, um dos percentuais mais altos entre as cidades atendidas pela empresa Sanesul em Mato Grosso do Sul. Na época do aumento, a taxa não pôde ser questionada em Câmara em razão do termo de concessão assinado em 1998 ter previsto a porcentagem de maneira legal.  

A empresa Sanesul está há anos em nossa cidade, e não satisfaz a população com seus serviços. Queremos a cobrança de uma taxa justa para a cidade. 70% é um valor exorbitante. Em relação ao trecho rodoviário, queremos novas empresas para operar entre Corumbá e Campo Grande. O contrato de concessão do serviço da Andorinha foi assinado em 1976 e não está mais vigente hoje, 41 anos após o último processo licitatório. Não existe nem aditivos e a empresa está operando o trecho mediante autorizações, o que contraria a legislação vigente, além de causar transtornos à população

Evander Vendramini

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