Opinião

Virando o jogo que escolheram para o Corumbaense

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Ontem eu acompanhei duas matérias publicadas neste jornal online. A primeira delas apresentava 12 candidatas à “musa” do campeonato de futebol estadual, em um concurso promovido por uma emissora de TV. A outra matéria era sobre a hostilização que uma dessas musas recebeu, por representar uma cidade que não era a sua.

Mas olhem só como as coisas são interessantes. Em um primeiro momento, quando o povo de Corumbá soube que a garota que representaria o Corumbaense F.C. era uma campograndense, ocorreram os mais diversos protestos e ofensas possíveis que variaram desde ofender a aparência da moça, expulsá-la de um grupo de torcedores e até mesmo o “convite” de um líder de torcida organizada para desistir do concurso, “porque estava um clima ruim”. Segundo esse mesmo líder de torcida, “era melhor o Corumbaense ficar sem representante”. Tsc, tsc, tsc.

Humilharam a moça, foram deselegantes e não a trataram com respeito e cordialidade - uma postura bastante atípica para o corumbaense, povo conhecido no Estado todo por sua camaradagem e excelente hospitalidade.

Imagine alguém chegando para você - que foi escolhido(a) para fazer um determinado trabalho - e dizendo para você desistir do que está fazendo, porque ninguém te quer ali. Lamentável.

Porém, com um segunda matéria explicando exatamente o que aconteceu ( ela foi chamada pela emissora de TV, que fez um sorteio - uma vez que NINGUÉM da cidade assumiu essa vaga que ela está ocupando ), as coisas começaram a mudar.

Quando a matéria foi ao ar ontem no final da tarde, a moça tinha míseros 3,24% e ocupava o NONO lugar (de DOZE candidatas) nas intenções de voto. DEPOIS da segunda matéria, mostrando o que estava acontecendo com a moça e a VERDADE por trás dos fatos - a candidata nesta manhã ocupa no momento que escrevo estas linhas o PRIMEIRO LUGAR das votações, com 23,13% das intenções de voto.

A prova que o povo não é bobo, mas é mal-informado, mal-orientado. Uma vez que se deram conta que estavam entrando em um jogo onde apenas nós seríamos prejudicados ( por uma linha de pensamento bocó, a princípio ), então o jogo mudou.

Eu não sei quais foram as intenções de uma emissora de TV designar arbitrariamente uma candidata que NÃO É DA CIDADE para representar o time daquela cidade. E se o clube não conseguiu enviar sua candidata à tempo, também não sei por quê a emissora não tirou cinco minutinhos da sua programação local (tem uma filial em Corumbá) para fazer um convite aberto à população da cidade, para que essa musa fosse escolhida de forma democrática - ainda mais a representante da MAIOR e mais organizada torcida do Estado. Outros municípios do Estado também estão reclamando de suas respectivas escolhas designadas. A culpa é da moça? Das moças? Faltou bom senso, não é mesmo?

Mas eu só sei que ESSA moça está vestindo a camisa do Carijó - e eu, como bom corumbaense vou apoiá-la. E não vai ser a escolha arbitrária de alguma empresa ou de alguém - na tentativa de humilhar a nossa cidade (ainda que involuntariamente ) que irá mudar a minha intenção de ver o meu Corumbaense vencendo, seja nos campos, seja em um concurso de musas. É o NOME do Corumbaense que está em jogo, no final das contas.

Juro que vou dar gargalhadas quando assistir na mesma emissora que fez uma escolha em nosso nome - a vitória da candidata que eles SABIAM que haveria uma rejeição (eles estão em Corumbá desde 1968 e sabem como o corumbaense pensa - logo não há desculpas).

Afinal de contas, se vestiu nossa camisa, tem o meu respeito.

VAI CARIJÓ!

PS: Você pode mostrar quem é que manda, votando quantas vezes quiser aqui.

PS2: Que isso sirva mais uma vez de lição para nós corumbaenses: quando nós não escolhemos, eles escolhem por nós. Que diga a Assembléia Legislativa, né?

Fábio Marchi
Um bugre que gosta de escrever.

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