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Ninguém gosta de algo imposto à força. Ainda mais, quando essas pessoas são CORUMBAENSES, o povo mais maluco, rebarbado e baguá do Estado de Mato Grosso do Sul.

E adivinhem só o que os corumbaenses mais gostam, além de Carnaval, Samba e Sarravulho? Não adivinharam? Cerveja!!! O consumo de cerveja em Corumbá é uma das maiores médias per capita do PAÍS (talvez porque a região seja um pouquinho quente, na faixa dos 40º à sombra).

Então nesse Carnaval a Prefeitura de Corumbá fechou uma “parceria” com uma marca de cerveja (teve licitação? alguém sabe?), que segundo foi alardeado pela própria Prefeitura nas redes sociais - a marca injetou R$ 200 mil reais nos custos do Carnaval da Cidade Branca (que mal cobre os custos de som e palco - de acordo com as licitações apresentadas).

Tudo muuuuito bacana, só que a Prefeitura se esqueceu de uma coisa: COMBINAR isso com o povo corumbaense - ninguém queria saber de uma marca desconhecida e de paladar não muito agradável ao gosto do público em geral. Como resultado, muitas reclamações nas redes sociais e gente revoltada por ter que comprar uma marca indesejada. E não era só cerveja: refrigerantes e água, também. 


Até água que não era da "marca", era apreendida pela Prefeitura.

Mas a Prefeitura foi malandra: não avisou que os cidadãos poderiam levar sua própria bebida - afinal de contas, era um evento PÚBLICO feito com dinheiro PÚBLICO e uma minoria de investimento privado da burguesinha em questão - se juntar todos os investimentos públicos (leia-se DINHEIRO DO POVO), o privado não chegou a 20%. 

Os ambulantes queriam agradar seus fregueses e passaram a oferecer outras marcas. Mercadoria apreendida, choradeira, revolta, indignação. Até ÁGUA estavam apreendendo. Teve gente que achou que ia ganhar um dinheirinho para sair da crise e se afundou ainda mais. Prejuízos irremediáveis. Votos também,né?


Fiscais entravam em CASAS próximas ao local do evento sem mandado judicial - e acompanhados por representantes da CERVEJA "OFICIAL". Prefeitura fazendo papel de polícia privada.

Mas as mercadorias só eram apreendidas dos ambulantes, gente pobre, sabe? Nos camarotes e nos bares BURGUESES da cidade, a marca da cerveja era outra. Para dizer a verdade, tinha gente que sentiu até saudades da LIBRA, da finada Cervejaria Corumbaense - e que era uma cerveja para MACHO, hein? Dizem que o gosto da dita cuja era intragável, nem bêbado queria: o que já acho um certo exagero - quem bebeu Malt 90 como eu - um mijo de vaca engarrafado e gelado - beber essa cerveja não deve ser tão ruim.


Nem a Diretora-Presidente da Fundação de Turismo do Pantanal Hélènemarie Dias Fernandes quis beber sáporra. Também, Heineken é covardia, né?

 O fato é que a raiva em ser obrigado a consumir algo que não queria, por imposição do poder público - já faz a turma beber o produto com má vontade, o que resulta sempre em uma má experiência.


Bar DENTRO da área do evento vendia cerveja de outras marcas livremente. 

A grande ironia disso tudo? Cerveja BURGUESA em uma Prefeitura comandada pelo PARTIDO DOS TRABALHADORES, sentando o cacete nos TRABALHADORES e deixando os ricos em paz com sua geladinha predileta.


Quem estava no camarote não pensou duas vezes!

Balanço da festa? Uma Prefeitura cada vez mal-vista pela população e uma cerveja que ao invés de cair no gosto popular, acabou criando uma rejeição fora do comum na região : marketing ruim dá nisso. Se vendia pouco, agora é que não vai vender quase nada.   
  
Tiro no pé…ou seria na lata?

La Pimentita
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