Comente esta Pimentinha

É sabido que essa Administração de Corumbá é uma “fogueira de vaidades” - e ninguém, ninguém mais pode ter mais notoriedade e visibilidade que seu Administrador, Paulo Duarte.

Sua vice, Márcia Rolon é um marco da cultura corumbaense, desde o ano de 2000, quando colocou Corumbá no cenário do ballet internacional, com a incrível “Mostra de Dança Corumbá” - que lá pela 6ª edição começou a ficar mais tímida e minguar.  A 7ª edição foi um prelúdio do que viria pela frente.
  
Sem apoio financeiro, não teve a 8ª edição, em 2008 - em boa parte por conta da crise internacional, que fechou a torneira de muitas mineradoras da cidade.

Mas a Mostra de Dança Corumbá possibilitou que Márcia deslanchasse seu projeto pessoal, que culminou no Moinho Cultural, um celeiro de novos talentos artísticos.

E por ser uma figura influente na sociedade política-cultural da cidade, Márcia foi ganhando cada vez mais espaço na Prefeitura até chegar ao ponto de ter sido cotada para ser candidata a Deputada Estadual em 2014. Não teve o apoio do seu Prefeito, pelo contrário: logo remanejaram ela para uma outra secretaria onde seu brilho não incomodasse o de outras estrelas - afinal de contas, a popular bailarina na Secretaria de Cultura era uma estrela em ascensão. Brilho demais.

As coisas deram uma complicada na Prefeitura, quando Delcídio caiu em desgraça: Paulo perdeu apoio político e financeiro, e de tabela, Márcia também (seu marido, o Coronel Ângelo Rabelo era assessor de Delcídio).

Então o clima começou a ficar tenso entre os dois: Paulo só declinava em sua popularidade dia-após-dia e a ameaça de ter o seu ex-amigo-de-infância e ex-cumpadre Ruiter Cunha sentando na cadeira da Prefeitura novamente, era o pior dos seus pesadelos. 

Márcia por outro lado já teria dito que não iria investir dinheiro na campanha, muito menos pedir aos investidores do seu projeto que façam isso - afinal de contas, o Moinho Cultural arrasta-se financeiramente desde que a Vale diminuiu consideravelmente os investimentos no instituto. A situação em 2015 chegou ao ponto em que ela chegou a pedir doações para a comunidade e outros investidores, para que o projeto não morresse, através da campanha “Abrace o Moinho”. Não seria justo, nem prudente fazer isso não é mesmo?

Sendo assim, Paulo passou a desinteressar-se por Márcia - e as coisas foram esfriando, esfriando, esfriando até que “decidiram-se” que não seriam mais parceiros, em uma provável reeleição. No money, no power.

Paulo precisa de pessoas dispostas a perder dinheiro investir em sua campanha, e Márcia precisa de liberdade.  
  
Deve vir como vereadora, pelo PR ou talvez, dedicar-se mais ao seu filhote: o Moinho Cultural - pois seria uma perda inestimável para a comunidade se o projeto parasse.

Em ambos os casos, agora ela está livre para voar - pois bailarinas não nasceram para ficar no chão.

La Pimentita
"La Pimentita" é a mascote do blog Malagueta - um blog coletivo de humor sem nenhum compromisso com a realidade. Qualquer personagem ou situação narrada aqui caso não seja explicitamente denominado(a), é mera coincidência.

Dúvidas? Críticas? Sugestões? Ficou putinho(a)? Mande um e-mail!

Já viu essas ardidinhas?

Dê sua opinião, comente esta pimentinha!

ATENÇÃO: Os comentários desta matéria são gerenciados pelo Facebook - que posta, agrega os comentários e os exibe nesta página. Este site não se responsabiliza por qualquer comentário indevido, feito à qualquer pessoa ou instituição - sendo cada comentário, de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores e as denúncias deverão ser encaminhadas diretamente ao Facebook.