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Geral Campo Grande News 07/Abril/2021 / Última edição às 07:49:57

Grupo prioritário, comunidades ribeirinhas estão sem vacinação em Mato Grosso do Sul

Conforme o plano de vacinação nacional, as comunidades ribeirinhas são prioritárias.


Mesmo integrando grupo prioritário no programa nacional de imunização, as comunidades ribeirinhas de Mato Grosso do Sul estão sem vacinação contra covid-19. Moradores precisam sair das comunidades e buscar imunização nas cidades mais próximas, conforme a vacinação por idade. São famílias que vivem, por exemplo, no meio do Pantanal, em áreas de difícil acesso.

Aos 63 anos, Júlia Gonzales, moradora à beira do Rio Paraguai, na região da Baía Negra, em Ladário, no Pantanal, vive a expectativa da imunização. Para ela, é chance de preservar a saúde e também de melhorar a renda, combalida pela pandemia.

“Faz mais um mês que eles disseram que iriam vir nos vacinar e até agora nada. Tem gente aqui com mais 70 anos que ainda não recebeu a primeira dose”, conta. Fim de semana, os turistas vêm aqui passear, a gente queria poder vender nossos doces pra eles, mas não conseguimos porque está todo mundo com medo de pegar o vírus. Estamos sem renda, sem vacina, sem ajuda”, resume.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o Ministério de Saúde não enviou doses para as comunidades ribeirinhas até o momento. Segundo informado, foi feito pedido de doses para o grupo, a resposta foi a solicitação de quantidade necessária, mas ainda não houve retorno.

Nas redes sociais, o jornalista e diretor da ONG (Organização Não Governamental) Comitiva Esperança, João Mazini, relatou que muitos ribeirinhos sofrem com problemas de saúde como diabetes, pressão alta e doenças relacionadas à falta de saneamento básico. São comorbidades, lembra, que colocam essa população em risco para o agravamento do quadro em caso de infecção pelo novo coronavírus.

Outro ponto levantado por Mazini é que nem todos os moradores conseguem se deslocar até as cidades mais próximas. “Nem todo mundo tem dinheiro para pegar um barco e ir para a cidade se vacinar e isso não é recomendado. Imagina se no meio do caminho alguém se infecta, volta para a comunidade e passa o vírus adiante. A tragédia iria ser muito maior”.

Conforme o plano de vacinação nacional, as comunidades ribeirinhas são prioritárias ao lado da população indígena aldeada, profissionais da saúde, pessoas acima de 75 anos e pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas, como no caso de moradores de asilos.

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