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Interior G1 / Redação 13/Fevereiro/2020 / Última edição às 07:08:49

Jornalista brasileiro é executado por pistoleiros na fronteira de MS com o Paraguai

Léo Veras foi morto por dois homens encapuzados enquanto jantava com a família no quintal de casa. O jornalista foi socorrido, mas morreu em um hospital de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.


O jornalista brasileiro Léo Veras foi executado por pistoleiros na noite desta quarta-feira (12) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense a 342 km de Campo Grande.

Léo Veras é bastante conhecido em Mato Grosso do Sul por seu trabalho. Ele era o dono de um site policial que produzia notícias da região da fronteira em português e espanhol. Frequentemente ele noticiava situações relacionadas ao tráfico de drogas. A polícia não sabe se a execução tem relação com o tráfico.

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, Léo foi atingido por cerca de 12 tiros de pistola 9 milímetros. Um dos disparos acertou a cabeça dele. O jornalista chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital particular da cidade paraguaia, mas não resistiu.

Segundo a ocorrência, Léo estava jantando com a família no quintal de sua casa. Por volta das 21 horas, dois pistoleiros encapuzados chegaram em uma caminhonete branca, entraram pelo portão que estava aberto e invadiram o local. Eles efetuaram vários disparos contra o profissional, que tentou correr, mas caiu ao ser atingido pelos tiros.

Promotor cita relatos de ameaças

O promotor paraguaio responsável pelo caso, Marco Amarilla, informou ao G1 que apurou que o jornalista vinha sofrendo ameaças. Nos últimos dias, segundo o promotor, Léo Veras estava “com medo” e chegou a mandar uma mensagem para a mulher dizendo para que cuidasse do filho, em tom de despedida.

Um amigo de Léo Veras que não quis se identificar informou ao G1 que se encontrou há 20 dias com o jornalista e relatou sobre as ameaças de morte que vinha sofrendo.

“Nesses últimos dias, as ameaças eram constantes. Ele falou que as ameaças eram por matérias referentes ao tráfico de drogas e também relacionadas a autoridades policiais paraguaias”, contou o amigo.

A polícia paraguaia vai fazer perícia no celular e no computador da vítima. A casa onde o jornalista morava tinha câmeras de segurança, mas elas não estavam funcionando. Policiais do Paraguai devem solicitar a colaboração de policiais brasileiros para elucidar o crime.

O Ministério Público do Paraguai designou, na madrugada de quinta-feira (13), uma equipe de promotores para acompanhar o caso. Questionado sobre se já se sabe sobre eventual fuga dos assassinos para o Brasil, o promotor informou não descartar a hipótese. “Mas não temos nenhuma precisão a respeito disso”, completou.

O Sindicato dos Jornalistas em Mato Grosso do Sul divulgou uma nota lamentando a execução do jornalista.

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