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Saúde Redação 03/Agosto/2020 / Última edição às 21:17:41

Leitores questionam barreiras sanitárias sem funcionamento após as 18h em Corumbá

O Correio da Manhã recebeu imagens exclusivas mostrando a não existência de profissionais em barreira sanitária para efetuar o procedimento de fiscalização ou orientação sanitária - e foi procurar saber os fatos.


Corumbá - A cidade de Corumbá, localizada na fronteira noroeste de Mato Grosso do Sul - que de acordo com o recente relatório da UFMS está atingindo níveis críticos de infectados, o que é preocupante, pois segundo os boletins do Governo do Estado, estamos justamente atingindo o pico da doença em Mato Grosso do Sul - que hoje encontra-se com 100% dos seus municípios, com um ou mais pacientes infectados pela COVID-19, tornando escassos os recursos para combate à pandemia, no Estado.

Para conter o avanço da doença na Cidade Branca - que localiza-se a cerca de 430Km da Capital, e até o presente momento não possui hospital de campanha - desde o dia 26 de Março foram instaladas “barreiras sanitárias” nas entradas da cidade, no Posto Fiscal Lampião Aceso, e Rodovia Ramão Gomez, que em tese, teriam o objetivo de orientar e mapear a entrada de pessoas.

Na época, a Prefeitura de Corumbá informou através do seu site, que a barreira funcionaria 24hs, para os procedimentos de abordagem e o preenchimento da ficha para coleta de dados do viajante, com a solicitação do fornecimento dos dados pessoais, o endereço de origem, o destino, e o motivo da viagem, se viajante teve contato com alguém contaminado e se apresenta algum sintoma como febre, tosse, dificuldade para respirar.

Também segundo o site da Prefeitura, o objetivo dessas barreiras sanitárias seria monitorar a entrada de pessoas na cidade, e possíveis casos suspeitos. O próprio posicionamento geográfico de Corumbá, facilitaria esse trabalho de contenção e controle da doença, sendo bem eficaz.

Seria.


O Correio da Manhã recebeu no início desta noite as imagens de leitores (que não quiseram ser identificados) que fotografaram e filmaram a barreira sanitária localizada no Posto Fiscal “Lampião Aceso” - localizado na BR 262, cujo registro foi feito no final da tarde de hoje (03) - mais precisamente às 18:00h, mostrando que não havia pessoal para fiscalização na referida barreira sanitária - e os veículos puderam trafegar livremente, sem qualquer tipo de averiguação ou fiscalização.


NOVA FASE

Este Correio entrou em contato com o Secretário Municipal de Saúde, Rogério Leite - responsável pelo setor - que nos informou que as referidas barreiras sanitárias possuem fases de funcionamento e hoje as barreiras possuem uma função orientativa, e não de bloqueio - porque segundo o secretário, “essa fase já passou”,

“Ela é uma barreira orientativa, porque o vírus está em nossa cidade e ela serve para orientação agora”.

Segundo o Secretário, as barreiras sanitárias só estão funcionando até as 18h - e não funcionam mais durante 24h, porque esse procedimento funcionava apenas na fase anterior.

“Nessa nova fase, temos que aumentar o trabalho dentro da cidade, com a fiscalização do decreto”.

Questionado se esse horário de funcionamento estipulado não prejudicaria as estatísticas de entrada e saída de pessoas na cidade - tendo em vista que muitas pessoas optam por diferentes horários de viagem, partindo ou chegando em Corumbá após as 18 horas e assim, não receberiam as referidas orientações e nem entrariam para as estatísticas e no banco de dados de monitoramento das pessoas que ingressam e saem do município, o Secretário Municipal de Saúde respondeu:

“Não, porque hoje em dia os meios de comunicação estão passando as orientações sobre Corumbá e o Estado e a tendência é que só fiquem as barreiras que estão em divisa estadual, de um Estado para outro”.

Segundo o Secretário, esta semana haverá uma reunião com o Conselho de Controle Sanitário Estadual para dar seguimento ao trabalho e ratificar as ações dentro da cidade.

QUAL A EFICÁCIA?

Finalizando esta matéria e em respeito aos nossos leitores, este Correio questiona que, ainda que exista uma ampla divulgação e orientação nos meios de comunicação e se existe um horário de funcionamento não-integral, qual seria o sentido da existência e da eficácia das “barreiras sanitárias” locais? Pois nessa “nova fase” pessoas estão ingressando e saindo da cidade fora do horário de funcionamento da referida “barreira sanitária”, portanto não estão sendo monitoradas pelas autoridades competentes - e as consequências disso poderão ser imprevisíveis.

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